Adolescência e alterações inestéticas

Alheio à precocidade ou impropriedade, se com o esclarecimento das alterações fisiopatológicas pertinentes ao período puberal e expectativas adequadas quanto à resultados de tratamentos; com queixas específicas de cada sexo ou comum à ambos; o público “teen” ocupa cada vez mais os consultórios de medicina estética.

Concomitante à resposta exacerbada das glândulas sebáceas (por influência androgênica- testosterona), com desiquilíbrio entre produção e tamponamento dos folículos pilos sebáceos, e/ou a inflamação da glândula sebácea, desencadeada pela liberação de neuropeptídios por terminações nervosas presentes na pele em resposta ao estresse (descarga de cortisol- hormônio do estresse), constituída por um conjunto de lesões (comedão, pápula, pústula, nódulo, quisto, cicatriz) que isoladas ou em conjunto definem seu tipo e gravidade, a pele oleosa e acneica ponteia a queixa deste público.

“Home care” específico e adequado, desde o sabonete até a proteção solar, com frequência e intervalos de aplicação apropriados, ativos tópicos prescritos por um especialista, quando necessário, peelings mecânicos (microdermoabrasão), “Limpeza” de pele, com adequada “extração” e facilitadores do processo de cicatrização e reparo, são opções primordiais para esta linha de tratamento.

Com etiologia mecânica, endocrinológica e/ ou infecciosa, clinicamente caracterizadas pela morfologia, definidas como um processo degenerativo cutâneo adquirido, as estrias são a segunda maior reclamação dos adolescentes por aqui, e têm distintas opções de tratamento que por sua vez têm a mesma base histofisiológica, uma lesão dérmica controlada com o intuito de induzir síntese de fibras colágenas e elásticas, com melhores resultados se tratadas assim que surgem (ainda na fase que estão rosadas).

Cabem ainda queixas que abrangem um público geral e não só os “teen”, as quais abordamos com o mesmo rigor e posicionamento, já que em sua maior parte, ao queixar gordura localizada (uma alteração da distribuição e do tamanho dos adipócitos, conforme o sexo) ou celulite (alteração loco regional do panículo adiposo subcutâneo com perda do equilíbrio histofisiológico local), o paciente apresenta-se acima de seu peso ideal, e o “padrão ouro” neste caso sempre será dieta e exercício, embora os casos de celulite tragam peculiaridades relacionadas ao sistema linfático, como estase circulatória local, que podemos “acessar” por outras vias de tratamento (pressão negativa- vácuo, ou estímulo da função linfática normal- drenagem linfática ou “mecanismo de bombeamento ativo”- exercício aeróbico), reduzir o tamanho e a distribuição de adipócitos sempre facilitará a evolução.

Exceto se por um quadro de flacidez de pele, ou edema, como já citado, o tratamento para celulite e gordura localizada tem o mesmo princípio histofisiológico, terapias de facilitem ou realizem por completo o processo de apoptose do adipócito.

Com respaldo e segurança, as tecnologias e procedimentos ofertados dentro da clínica atendem à demanda deste público, longe do âmbito que discute precocidade ou “a idade em que forma um consumidor”, a medicina estética e as queixas “teen” evoluíram paralela e sinergicamente.

Por: Juliane Kerecz
Fisioterapeuta dermatofuncional e pélvica - Clínica Nautilus

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